Esmirna e seu pastor Policarpo...
{ Posted on 11:52 AM
by O PENSADOR
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A cidade de Esmirna, na antigüidade, foi por muitos anos uma cidade muito rica, antes de ser destruída totalmente no século VI a.C. Mais tarde, por volta do ano 300 a.C. foi reconstruída por Alexandre, o grande. Daí para frente, tornou-se uma das cidades mais importantes e prósperas da Ásia Menor. Ali foi erigido um templo à deusa Roma, uma vez que a cidade era aliada e fiel a Roma. Era também o porto natural de antiga rota comercial que atravessava o vale do Hermo, e seu interior era muito fértil. Atualmente a cidade chama-se Izmir, e é a maior cidade da Turquia Asiática. Esmirna era o local de uma das sete igrejas mencionadas na carta do apocalipse.É muito importante analisarmos os escritos direcionados a Esmirna, por exatos, três motivos:
1) Foi a mensagem de Cristo a uma Igreja constituída assim como a nossa, alertando-a sobre o caminho que deveria seguir;
2) Sua mensagem não ficou restrita a igreja local de Esmirna. Ecoou através do tempo e espaço atingindo as igrejas estabelecidas entre o 2º e 3º século.
3) Sua mensagem não se apagou durante os séculos, pois conseguimos identificar em nossos dias, situações que nos arremetem a lembrarmos de Esmirna. Seus problemas, dificuldades e a mensagem de Cristo a igreja.
Alguns poderiam dizer, e daí? Sua mensagem já se cumpriu por duas vezes, não há mais necessidade de atentarmos para o que está escrito! Infeliz engano! Aplica-se a Esmirna o mesmo que a Éfeso...
A Igreja de Éfeso teve que ouvir duras verdades sobre sua conduta diante de Cristo. Ela e todas as Igrejas compreendidas entre o 1º e o 2º século, no cumprimento escatológico da palavra. Isto não quer dizer que a Igreja de hoje não deve temer abandonar o primeiro amor. Somos tão passíveis de cair neste erro quanto os cristãos do primeiro século. Ou será que em nossos dias não há cristãos abandonando o primeiro amor? Vai ver, isso é coisa de 1º século!
É Fácil verificar! Será que nosso amor está nos conduzindo a uma estética cristã? Estamos mais preocupados com a maneira de vestir-se, falar e cortar o cabelo do que com o amor pelo próximo? Seja lá quem for o próximo. “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade”. Ao abandonar o primeiro amor, nos fechamos às pessoas para explorar um falso senso de santidade. Então cuidemos de analisar Éfeso e Esmirna também.
A palavra Esmirna quer dizer mirra. Seu significado está intimamente ligado a Igreja. Vale lembrar que a mirra foi um dos três presentes ofertados ao menino Deus. A mirra é um arbusto que cresce nas regiões desérticas, especialmente na África (nativa da Somália e partes orientais da Etiópia) e no Médio Oriente. É também, o nome dado à resina de coloração marrom-avermelhada obtida da seiva seca dessa árvore (Commiphora myrrha). A palavra origina-se do hebraico maror ou murr, que significa "amargo". Para extrair do arbusto a substância usada na produção de perfumes e embalsamento de corpos, seus galhos e tronco são intensamente esmagados reduzindo-os a pequenos bagaços, só assim era possível extrair o aroma tão desejado por seus compradores.
A carta a Esmirna é a carta a Igreja perseguida. Esmirna é considerada pelos historiadores como o local do primeiro martírio cristão existente. A história da Igreja narrada por Eusébio em sua obra denominada "História Eclesiástica", nos conta que foi em Esmirna que Policarpo, um discípulo do Apóstolo João, e principal pastor da Igreja, foi martirizado no ano de 159 d.C. Os relatos indicam que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadi-lo a abandonar sua fé e entregar seu rebanho, quando já avançado em idade e preso pelos seus inquiridores, respondeu com autoridade: ‘Eu tenho servido a Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou?”. A atitude de Policarpo levou-o a ser queimado vivo em praça pública.
A carta parece ser um prelúdio do que a Igreja iria passar. Um aviso do Senhor ao servo. Assim como a mirra produzia sua fragrância através do esmagamento, esta Igreja foi completamente esmagada por todos os lados. A própria mensagem de Cristo atesta isso: “Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico)”. A perseguição tornava-se intensa, os bens da Igreja e de seus membros eram confiscados um a um, ao passo que de acordo com os olhos humanos estavam pobres, mas do ponto de vista do Senhor eram rico. Os cristãos de Esmirna foram literalmente esmagados, tornando-se um cheiro de perfume suave para Deus. Esta Igreja não se apegou ao dinheiro, as riquezas, a luxúria, nem ao menos se entregou ao materialismo tão forte em nossa época.
Quando olhamos para Esmirna, tendemos a não achar falhas, críticas ou qualquer apelo à atenção, mas ao contrário do que se pensa, esta igreja também foi chamada à atenção: “Não temas as coisas que tens de sofrer”. O que me faz lembra de nossa situação neste mundo não cristão. Tememos ou não, sofrer? Sejamos sinceros ! E veremos o quanto à carta a Esmirna está atualizada para os nossos dias.
A carta revela ainda duas mensagens muito importantes que refletem a preocupação de Cristo com sua Igreja. “Tereis tribulação de dez dias”. Aqui o número dez costuma ganhar o significado de pleno e completo. De modo que, a Igreja passou por uma tribulação até as ultimas conseqüências, tendo seu pastor, Policarpo, queimado vivo em praça pública. O que automaticamente para as autoridades romanas seria o suficiente para desmantelar o cristianismo em Esmirna.
Mas pela graça absoluta de Deus, o que foi feito para destruir a Igreja, deu a ela força e vigor pelas palavras de fé, fidelidade, coragem, determinação e confiança no seu Salvador, expressas por Policarpo.A mensagem chegou a todas as igrejas velozmente, de modo que o ferimento causado a Igreja de Esmirna somente fortaleceu todas as Igrejas, através da fé demonstrada por Policarpo. Subindo como aroma suave a Deus e as demais Igrejas, fortalecendo-as. Esmirna foi esmagada e seu aroma deu novo ânimo a todos os cristãos. Policarpo não renunciou, não voltou atrás, não teve por preciosa a própria vida.
Muitos devem ter pensado - Tudo o que ele disse a respeito de Cristo tem que ser verdadeiro a ponto de sacrificar a própria vida pela promessa de Deus. Todos foram fortalecidos em Cristo e encorajadas pelo testemunho de Policarpo.
Esta foi à palavra de Deus a Policarpo e a igreja pastoreada por ele, “Sê fiel até a Morte...”.
Ao morrer Policarpo cumpriu a vontade de Cristo, foi fiel até a morte e alcançou a promessa da coroa da vida...
E quanto a nossa geração, se for preciso, ..., e quando for preciso, estaremos dispostos a levantar a bandeira do Cristianismo e sermos fiéis até a morte?







2 Response to "Esmirna e seu pastor Policarpo..."
Como a igreja do 1º e 2º seculo foram primordias para não se perder a essenvcia do evanglho!!
Neste ponto são exemplos a serem seguidos...
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